quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A Vocação de Amadeu!



AMADEU É UM JOVEM QUE ESTÁ EM BUSCA DE SUA MISSÃO NO MUNDO. PASSA POR DIVERSAS SITUAÇÕES QUE ILUSTRAM SUA INCANSÁVEL PROCURA. NUNCA DESISTE, MAS NECESSITA DE UMA INTERVENÇÃO DIVINA PARA AJUDÁ-LO A ENCONTRAR SUA VOCAÇÃO. DE FORMA BASTANTE POÉTICA E LÚDICA, AMADEU FINALMENTE DESCOBRE SUA MISSÃO NA TERRA DE MANEIRA SURPREENDENTE.
Alyson Montrezol.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Girei só.

Daí, eu tava aqui né.

Daí eu quis escrever pra você!

Daí depois eu pensei que eu amo mesmo você.

Daí depois ainda, eu pensei que você pudesse gostar de ler isso.

Daí depois disso, eu abri a caixa de dialogo e me preparei pra escrever.

...

Daí depois passou cinco minutos, e eu não tinha escrito nada.

Daí depois eu achei que era mais simples deixar pra lá.

Daí eu me coloquei a escrever antes de desistir.

Daí, lembrei que você estava aí.

Daí, lembrei que aí é mais longe do que eu gostaria.

Daí, eu fiquei triste.

Daí depois, senti o seu cheiro na minha blusa.

Daí eu fiquei feliz.

Daí, eu quis muito você.

Daí eu quis você muito pertinho de mim.

Daí eu quis você muito pertinho daqui.

Daqui, de onde EU TE AMO MEU BEM.

domingo, 1 de agosto de 2010

Á traça e á ferrugem.

Os dias atuais carregam um tipo de inquietude.
As poucas horas, que pensamos equivocadamente em ter, carregam a profanação do tempo, que de verdade, nos tem.

Este nos serve com todas as suas incessantes pausas, cedidas para personalizar nossa existência, para aproximar uns dos outros e gentilmente admirar o que é ser: Pessoa.

sábado, 31 de julho de 2010

Antígo!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Entendeu?!

Amar é um verbo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quebrado.

Varreram o sangue do homem.
O homem que caiu na calçada.
Varreram o sangue do homem.
Mas ainda da pra ver a marca.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Querer...

sábado, 24 de julho de 2010

Engraçado.

Em pouco me descubro cansado, acordado de um sonho bom.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Brasil lá!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pra encurtar.

Tem alguém em mim.
Alguém que não sou eu.
Alguém longe ou pertinho.
Leva um amor que é meu.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O homem de uma boca só.

Suas palavras foram como um tiro no pé!

sábado, 17 de julho de 2010

Nada tão moderno.

Um amor em par.
Um gole de café.

Uma nova pureza.
Uma reza com fé.

Uma frase a mais.
Uma cocega no pé.

Então, até mais tarte?
Então até.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tristonho.

Quase uma palavra de baixo calão.
Que até os céus ouvirão.
"O mundo não respira mais certo."
Grita o menino.
"O mundo não está mais são!"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Nota rápida.

Se a vida fosse minha só iria embora quando eu quisesse, não quando o folego acabasse.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Chinelo Azul.

Só um par, só dois pés.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Conosco.

Eu jamais te jurarei um amor.
Ele não é meu.
Ele é do mundo inteiro.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Uma palavra especial, que deve ser guardada pra uma outra oportunidade.

As impressões, que pouco entendo se são minhas ou suas, já estão bem gravadas em mim.
Sua dor na minha pele, seu nome na minha boca, sua vida no meu coração.
Continuo andando, sujando minhas mãos e consciência, pensando: Quando será que ele volta?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Minha ideia do céus!

domingo, 4 de julho de 2010

Só ri.

Foi num dia, normal assim que eu te vi.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Más de las palavras.

Los cursos de la vida.
A veces muy bela.
A veces, ningun poco bonita.
Pero, sin reservas, vida.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Orçamento.

E ele viveu melhor quando aprendeu perder.

domingo, 27 de junho de 2010

O olho da flor.

Em mim.

sábado, 26 de junho de 2010

Incapazes de rir.

Isso é mais uma das minhas reflexões constantes, não é absoluto, é só uma consideração de onde e como eu vejo, logo, sem a prepotência de estar certo.
Eu acabei por descobrir que parte do povo cristão é psicologicamente incapaz de rir. Por quê? Porque o riso se dá através da compreensão do ato á partir do raciocínio, temos de conhecer com alguma profundidade o assunto e assim, rir, e definitivamente, tem muita gente espalhada pelo mundo todo, com um pensamento ocidentalizado, sem compreender patavina sobre as pessoas, e sobre Deus. Com um pensamento segmentado e intolerante, que logo vai precisar ser mudado pra se encaixar na nova safra de pensamentos – afinal de contas eles mudam mais do que você pode imaginar.

Sim, eu estou querendo dizer que parte dos cristãos não pensa e por isso vive uma infelicidade desregrada e constante, ou vive uma felicidade mentirosa e empoeirada baseada em um monte de jargões e clichês religiosos - que francamente já estão ultrapassados – para se fundamentar, empregando todo o esforço pessoal em meritocracias do tipo “eu faço isso, e Deus me dá isso” ou até menos sutis “eu sou missionário, então vou pro céu”.

O evangelho não é um ideal, ao contrário, ele sacrifica, assassina o ideal numa cruz, e não usurpa ser o ideal que é o Cristo. O evangelho não pode ser sistematizado, se pudesse deveria ser doutrinado em abnegação e sofrimento tão extremo, que mais uma vez negaria sua essência que é AMOR, pois Deus é amor.

Jesus insistentemente dizia á quem conhecia bem a história e lei do povo de Deus que eles estavam errando e perecendo por falta de conhecimento, e não conhecimento de causa, mas sim, conhecimento do caráter divino que a causa levava, que era o bem comum, que era unidade.

Que nosso erro não seja a falta de conhecimento e excesso de legalidade, linhas e discussões. Seria impossível pedir pra não haverem erros (já que eu sou estúpido), mas não podemos deixar de compreender os errantes, nem deixar de seguir em frente de forma que não seja egoísta.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Percebi Deus.

A cada sombra que passava, meu pensamento estava em ti.
Não por medo nem nada, mas por saber que me guardava:
No teu bolso esquerdo.
No teu lado do peito.
No teu pensamento.
No teu coração.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Horizonte e tal.

Eu vi o sol cor-de-rosa e lembrei do meu bem, do meu mal, do meu mais. Da minha paz cotidiana que é meu Deus. Meu Deus!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A-ha!²

Nada tem a ver com o livro.

A gente só entende o que é o fora, quando vê o que é dentro.
Aparente a mente e voz do fora presente, não entende o que dentro arde, pensa e consome a gente.
Todas as Sofias do mundo que vive dentro e fora da gente, age no que era diferente, na era que é da gente!

Dane-se...

domingo, 20 de junho de 2010

Puxa.

Eu enfrentei, e descobri que era falta tua! Tua.

sábado, 19 de junho de 2010

O velho mundo, um velho mudo.

Ele se senta na varanda do primeiro andar onde não sente o transito do corredor e se livra do barulho dos seus vizinhos de cima, em compensação toda a poluição invade a garganta dele, que na verdade nunca foi limpa, só não tinha tanto pigarro.
Nunca sai de casa, nunca fala nada, nunca. Só de vez enquanto alguém lembra que ele vendia seus produtos menos sintéticos por um preço mais baixo. Ele já pensou em se jogar várias vezes, ele já tentou aconselhar os outros, mas ali é o primeiro andar, ali nada tem efeito algum, nem o pulo, nem o grito mudo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Matinal.

E se ela me chamasse na hora de acordar com aquele jeito doce e cuidadoso e preparasse meu café com leite que nunca esfriava, mas também não me queimava os lábios?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Retorno.

E lá vem, aquele parente próximo chamado vício!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cortina.

Um grande movimento na estação de trem, alguns felizes e animados falavam alto enquanto outros cansados fugiam do dia cansativo com os ouvidos tapados por fones, mergulhados em sua canção solitária. Em menos - bem menos- de um segundo todas as luzes daquela parte da cidade se apagaram, assim, de súbito.

Os faróis dos carros na rua ao lado da estação projetava uma grande sombra contra o muro do prédio em frente. O pânico era generalizado mas silencioso, até demais, aquela sensação de "alguma coisa errada" toma uma medida bem maior quando os carros param de passar com rapidez e no fim da estação todos estarrecidos vem uma sombra escura tomar uma forma viva e grande, a sombra a medida em que crescia, parecia absorver toda a espécie de alegria e a angústia tomava todo o lugar dela no cérebro, coração, onde quer que ela estivesse. Enquanto ela ia tomando aquela forma assustadoramente gigantesca, fazia com que percebecemos que aquele céu não estava em um tom preto e sim num azul, que ia sumindo enquanto aquilo ia crescendo. A pior sensação de todas era a de não saber o que era ela, ele, aquilo, que se movimentava em direção ao céu e parecia invadi-lo.

Alguns ruídos baixos começaram, murmuros de questionamentos dos que esperavam por um trem, e não por um mostro desconhecido que surge na escuridão. Um estalo no poste ao lado da bilheteria não rouba o olhar de ninguém que mede a criatura que pretendia engolir o planeta inteiro.

Todos percebem uma luz na base da coisa, como chamas, como se o inferno estivesse se abrindo, e um silhueta de um andante na frente dela atirava coisa nelas a as faziam aumentar. O gerador volta a funcionar e todos percebem que era apenas um mendigo que atirava pedaços de papelão numa pilha pequena de lixos e pneus de carros. Um alívio paira, alguns sorrisos dos desavisados escrevem "idiota" no ar, outros, mais histéricos dão muita risada e dizem o que passou pela cabeça.
Pra muitos aquilo não passou de uma brincadeira que a própria mente pregou neles, pra outros, aquilo era mesmo o demônio que invadia o mundo.

Cada um tem o medo que merece.

domingo, 13 de junho de 2010

José descansou.

Eu gosto do meu bem.
E daí, que que tem?

José estava exausto!

Eu voltei.
À minha regra.
À minha lei.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

La ventana.

Donde puedo mirar.
Mirar el mar.
Donde puedo oir el viento e dejalo entrar.

sábado, 8 de maio de 2010

Brasil-eiro!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A roupa amarela.

E todos nós fracassamos em alguma coisa!

domingo, 25 de abril de 2010

Inocente.

Ei senhor imoral, veja minhas mãos!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lamentações de Jeremias.

- Se eu pudesse eu matarra mil! Mato inté o delegado se ele fô abusivo...

Pobre Jeremias, bebeu a bebida do cão.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O que me cria.

Todo abrir de olhos é um potencial de morte em mim.
Todo o fechar de olhos é uma oração.
Vem, sossega meu coração!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Acredite.

O tanto que eu quis dizer não foi o tanto que eu disse.

I Say, No, No, No.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Puxa...

O cara.

- Se houver ao menos um justo nesta cidade, o Senhor a poupará?
- Certamente!
- Então lascou!

(Eu queria saber desenhar.)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um (outro) lado.

Eu jurei que Alberto jamais voltaria.
Confesso que caí, ansioso, mesmo que de forma inconsciente por pensar que ela estava ali tão perto.
"Vai Alberto, faz alguma coisa, se mexe rapaz!" Gritava o meu pensamento. "Diz que ela foi seu único prato." Eu gesticulava, como aqueles bonecos de tecido com um ventilador na sua base inferior, que fica no posto de gasolina, agitando os braços.
"Vai Alberto, faz alguma coisa." Era só o que que eu conseguia pensar.
"Tchau Helena!" Ele disse.
Maravilha Alberto.

O Sexto, sentido!

A procura dos alheios, verbos, ventos, centeios.
Regras regadas por amor, fino, tênue, terno.
Verbo.

domingo, 11 de abril de 2010

Tato.

Da tarde já era o fim, já era tarde. Um aspirador de pó ligado com todo o seu ruído, cobria o som de Ballade #2 in F Major, Op 38 de Chopin.
Aquilo lembrava uma cena antagônica do cinema, o clássico e o caos.
Pudera, seus pensamentos não estava em ordem, era como aquele menino que o psicólogo descrevia: O organizador do próprio motim, o desorganizador alheio, inpertinente.
Ele espera a música acabar enquanto isso. Enquanto o descrevem.

Fagulhas.

Daquilo que não era meu, entreguei!
Você colheu um algo que não dei.
Você brincou e eu brinquei.
Foi circo, sem pão. Eu dancei.

sábado, 10 de abril de 2010

Isso é lindo!

Costume!

A regra de quando você escolhe não ficar parado e sair andando em alguma direção.

Todos os passos são preços pagos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ri indo!

A minha cria.
A minha cara.

Rindo, minha cara.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O segundo dia.

Um triste lamento ficar sem a luz dos teus grandes olhos.
Um triste lamento não te ninar nem de brincadeira.
Eu, triste, lamento.

domingo, 4 de abril de 2010

A dificuldade em falar das cinzas.

A crítica á morte, é o rompimento dela com ressurreição.
O valor da vida é o rompimento da garganta em choro, quando tudo o que se vê é luz. Quando tudo o que se sente é algo que te carrega para fora de toda temporalidade.
E o fora é dentro, e o dentro é seguro, e o seguro é Cristo, e o Cristo é eternidade.

sábado, 3 de abril de 2010

Começo!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Memória.

LIBRARY from singsfish on Vimeo.


Achei num blog excelente (Livros só mudam pessoas).

Ali no céu.

E no meu endereço novo não haverá nada de assombro.
E no meu endereço novo, haverá, de tudo o que é humano, as melhores partes.
E no meu endereço novo, haverá amor.
E no meu endereço novo haverá. Amor.

sábado, 27 de março de 2010

Rúbrica.

O dia lá fora, claro. Como as idéias aqui, nele, do lado de dentro, sobre tudo o que fez. A medida em que a água fria escorre por seu corpo as coisas vão fazendo sentido. Do cárcere ao assassínio, quem será ele agora? Novo? Velho? Ou o que sempre era pra ser?

Olhando pra baixo, mirando o meio de sua coxa direita, o corte superficial que a quina da pequena mesa deixou enquanto ele corria, pra lembrar que todos os objetos daquele lugar são cúmplices de tudo o que houve, ali.

Um sorriso de canto de boca o mantém satisfeito e melancólico ao mesmo tempo, a mordida nos lábios enquanto chora indica que sim, ele quis matar aquele pobre homem, por um amor maior que o dele, por um algo maior que ele. Sacrificar por amor, era essa sua idéia quando tirou a vida de tudo o que não era, enquanto, de joelhos, com todas as letras, com apenas uma reza, suicidou o seu ego pra ser mais próximo.
Pra ele, pra ela, pras flores.

E ele, era.

Memento Mori.



O melhor vídeo, da melhor música do albúm novo do Flyleaf. Na minha opinião.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Terra á vista.

Soprou, um pássaro veio verde aos meus ouvidos.
Soprou, chegando perto, sem fazer ruído.
Chegou, de vez, na hora em que alguém saía.
Chegou, bem perto, pra juntar suas fotos a minha grafia.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O muro, do lado da escola.

A sombra da dúvida pra refrescar a memória e não deixar a cabeça quente ao sol.

Quarta Feira.

Capitulo 1 - A Barata Voadora.

Eu dormia, muito, o telefone toca, uma ligação a cobrar:
- Alô!
- Alô bom dia, Sr. Darlan?
- É ele.
- Oi, aqui é A Barata Voadora.
- Hã!?

Capitulo 2 - O Cobrador de impostos.

Resolvi me levantar, ligar o computador, abrir meu e-mail, e enquanto recebia meus arquivos, fui até o banheiro escovar os dentes e talvez recitar um pouco de poesia. Abri o armário do banheiro e avistei um ser, gigante e engravatado, com um crachá que dizia ser de uma empresa de relevante prestação de serviço "público". Olhei bem pro sujeito e soltei a frase peculiar com mau humor extremo:
- Bom dia!
Ele me fitou por um tempo, e quando pensou em correr, eu o atingi com um inseticida.

Capitulo 3 - O Trem mais vazio do mundo.

Após um pequena jornada de trabalho em frente a tela do computador, e uma enxurrada de informações de seguidos e seguidores, me pus a caminhar até outra cidade para a reunião com um cliente, o trem se aproximou, e aproximou, se aproximou, e não fez nenhum barulho perturbador de trilhos freados. Entrei no trem, e alguma coisa muito intrigante estava no ar, porque todos estavam dormindo. Resolvi me manter acordado, pra uma eventual surpresa naquele ar neutro. Continuei armado com um bom dia e um inseticida.

Capitulo 4 - O meio.

Logo retornei a minha cidade, pensando como é que eu poderia ter suado tanto estando parado e percebi que não tenho insuficiência renal. Meu consumo de água diário aumentou um pouco, e, aqueles malditos insetos ainda estão por todos os lugares, havia um ninho na cidade que eu acabava de sair, e todos eles estavam no trem de volta, comigo. Mas eu ainda tinha o inseticida, e o bom dia que ninguém havia aceitado.

Capitulo Final - Á noite, bom dia.

Chegado em casa, após verificar um ambiente poluído demais pra ser fotografado, eu, em pessoa, fui tratar de higienizar a parte externa do meu corpo, afinal, muito calor é igual a muito suor. Eu olhei a noite no fundo dos olhos dela, enquanto colocava meu inseticida em um lugar seguro, alto e fora do alcance das crianças, vi toda aquela coisa escura, e sem me intimidar, fui me deitar, com meu bom dia guardado e seguro.

terça-feira, 23 de março de 2010

Fim de meses.

Não vou chorar, agora ou depois, nem vou deixar minha voz falhar por ver um coração transparente, a verdade e sua vertente, uma vida simples, sem as tragédias que quase cometi e pensei em te contar.

Velhos ares.



Via @pollyMaria

domingo, 21 de março de 2010

Boa ida...

Depois da despedida chovia pouco, mas ainda chovia. O transporte clandestino aponta com faróis altos no fim da rua, colorindo as gotas finas que caiam à sua frente. Já dentro do carro popular com cheiro de novo, o ar era desconfortante, já que só pode ocupar o banco de traz, e o motorista muito agitado e com cara de poucos amigos arranca antes mesmo de a porta se fechar.
Um rádio amador começa a chiar no carro atrapalhando a música que tocava no rádio do carro com duas frases que se tornaram assustadoras: "vamô subi ele...todo mundo vai subi ele...". Sem pensar duas vezes o motorista desembesta pela primeira rua mais escura que encontra e some a mais de dez quilômetros do seu destino. Apavorante a sensação de ser espectador de tamanha aflição, a sua e a do motorista, que pelo caminho esburacado e escuro, parecia dirigir como se tivesse crescido ali, no breu.

Nessas horas, você se torna intolerante, racista, alucinado e...covarde. Não pronuncia nenhuma palavra, só hipóteses na sua cabeça, que vão e vem tão rápido quanto aquele carro, só que com menos eficiência, já que o carro, obviamente chegaria a algum lugar. Quando o desespero começa a tomar forma de palavras, ao longe, como no fim do barranco se avista alguns faróis em circulo com uma pequena chama central. A saliva desce como se arranhasse a garganta e se resseca. O carro estaciona e todos comemoram a chegada do motorista mostrando um balão de papel de uns 5 metros de altura estampado com o brasão de um time de futebol e gritando: "Feliz aniversário Negão!".

O alívio chega e a única coisa que passa pela cabeça é: "Meu anti-transpirante funciona mesmo hein!"

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cristo as claras.

Centrifuga, sem dor e sem peito pra ver quem quer que seja chorar.
A canção segue, e todos vão com sua melodia, e todos são o seu refrão. Todos são a mesma coisa. Mesmo riso e mesmo choro, exceto a sacralidade da solidão, solidão dele, que fez em mim, solitude e sólida fé.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pensamento.

Corre!

terça-feira, 16 de março de 2010

Da beleza: Ilusão!

A flor vem, usurpa da única cor que não retém, para que te dediquem olhares.
Se sua certeza se parecer amarela, eis a única coisa que ela não é. Eis a única cor que ela não tem.

Edição lixo...


...mas a música é tão boa!

domingo, 14 de março de 2010

Vapor.

Ei mulher, divide essa cama comigo. Vamos jogar conversa fora nessa tarde, tarde estranha de domingo!

sábado, 13 de março de 2010

A mágica da vida.

Puf! Morreu.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Veredicto.

Um cheiro de fruta passada no final da tarde e começo da noite invade o quarto pela janela, a luz amarela, maldita luz amarela alta nos olhos dele, enquanto ela se dedica a leitura, que era pra ser breve e agora te toma toda a noite. E ele, ali, escrevendo. Um mero coadjuvante da própria cara.

Ele só vai se levantar para um café, e retornar, passional ao seu trabalho, duro, pra tentar algum dinheiro pouco no bolso. A única frase que ronda sua cabeça é: "Quando eu ficar rico, vou comprar um caminhão de doce!"

E ela, ainda lendo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Asfalto.

Se toda vitória é pós-luta, o que me diz do Walk Over?

terça-feira, 9 de março de 2010

Diálogo com o Diabo.

- Eu não vou para pra descansar, minha casa tá logo ali na frente!
- Hunf!

Os tons que a vida dá.

Eu sigo assim, pouco preocupado se eu desafinar.

domingo, 7 de março de 2010

Aquilo que me é dado.

Tudo que é de graça é graça.
Cheio de graça é engraçado.
Te arranca sorriso, te faz ser amado.
Encontra o perdido, e faz ele achado!
No meio de todo o caos "caosado".
O que ninguém merece, e mesmo assim é dado.
No vento, na vida, ou num verso rimado.

A forma do Sábado.

E vem, com todo seu pretexto pra me fazer deitar-te no meu colo.
E vem, todo teu o teu gosto pelo que gosto.
E vem, você, pequena.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Atestado de Óbvio.

No fundo...e no razo, todo mundo é igual!
Em toda conversa boba, nem todo ponto é final.
Eu a vi. Ali. E de alguma forma, morri!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Play!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um homem e seu farol.

Um semblante sério pra fazer brincadeiras não tira dele a verdade, nunca. Ele, logo ele, que se moveu durante muito tempo, nunca imaginou que poderia ter encontrado algo assim, tão próximo de sua origem, de sua infância.

Sim, ele sempre amou a própria infância, hoje tem a mesma aparência. Um pouco mais madura mas ainda assim a mesma aparência de criança, de olhos cheios de esperanças, sonhos e principalmente, vivacidade. Palavra bendita! Aquela que ele ama, que ele sente como se corresse nas veias, aquela que ele pensa ser a própria existência da vida.

Por esses dias anda medindo palavras, pra não parecer anormal, mas sem esconder essa pequena parcela de felicidade que ele sente por ela ter atracado, por ser um pequeno porto onde ela pôde parar e respirar com alívio.

Canta sem que ninguém perceba. Segue cauteloso, aguardando o momento certo de dizer que sente saudades.

Conta(mina)ção de história.

As avessas, imersa em razão sem nenhuma razão, se perdeu por falar uma verdade direta demais, bobeou e dançou, escreveu e mal teve tempo de ler, se apagou e pronto.
Tá pronto.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Força.

Mantenha o ideal - qualquer que seja seu "ismo".
Porque se você for incongruente, qualquer extremo te engole.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Um rio sem curva.

Vamos brincar de sorrir.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Deus ajuda.

Ei madrugada, que séria que você está.
Ei madrugada, acorda pra a gente brincar.
Deixa a palavra seguir livre seu caminho.
Sua vontade nunca é alheia.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Quem é você?

Eu gosto do cheiro que a chuva deixa na terra seca.
Eu gosto do jeito que a gente dá pra vê-la sem se molhar.
Eu gosto do jeito que a gente brinca sem se arriscar.
Eu gosto do de qualquer luz refletida no teu olhar.
O melhor é gostar mais de querer te conhecer.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Se esta rua fosse minha, eu vendia.

É um tal de alguém, que amava alguém, que amava alguém, que não amava ninguém.
O amor é uma flor. Trouxa!

às formas em harmonia.

Perfeição.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Se os sonhos são verbos, logo são ações.

Eu sonho.
Tu sonhas.
Ele sonha.
Nós sonhamos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Esquerda.

Eu sigo um pouco cansado, com meu radar ligado!
Se você aparecer, que seja do meu lado.
Pra risada fazer sentido e pro café não ser pesado.
Pra ser meu pedaço, um pedaço menos cansado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Recordar é viver! hahaha!

Exposição luminosa.

Sem nenhuma deriva, sem nenhuma burocracia.
Eu simplismente esqueci que estar só é só!
E eu a vi na avenida.
E eu a vi sabendo.
Eu a vi aproveitando toda a luz da noite em uma só medida, e não temo saber que as lentes dela saberão aproveitar toda a luz de qualquer dia.
É só um intervalo, é só um diafragma que congela e respira aquele sol, ou aquela lua.
Que reflete minha mentira, meu sono, que de fato é só o que não tenho a oferecer.
Tenho certeza que quero te conhecer. Fotografia.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

É contagioso.

Regina Spektor - Us from The Staus House on Vimeo.


Uma publicação nada carnavalesca!

Panorama.

Não tenha a prepotência de arranhar o céu, os sonhos sempre germinam do chão, onde seus pés estão plantados.
Onde seus pés estão plantados?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Imediatamente Exato.

A muito não escrevo com um olhar tão analítico, talvez não seja o único texto assim deste ano.

Mais um ano começou, mais um carnaval no país, e eu continuo assombrado pelos mesmo pensamentos de “onde vamos parar?” e se “vamos parar?”.

A realidade é que, a ditadura nada sutil sobre o que devemos, e o que não devemos fazer neste segmento social mutante dos últimos anos esvaziam o ser humano do ser, leva-o ao ter, e mais ainda ao parecer. Isto na normalidade, quando o tratado é, profissão, estudo, romance e todo o resto.
Mas nos, a Eclésia, importamos tudo isso do dito por nós “mundo” como valores cristãos, nos colocamos a cultuar o imediato. Um grande perigo para a expansão do evangelho da cruz, um grande pesar para Deus, imagino eu.

Sem ser prepotente ao ponto de afirmar o que pensa o Criador, mas o esforço explícito do Cristo em vida, sem nem chegar perto do sacrifício, deixa claro que a ação é de cultivo, é (como está na órbita dizer) um movimento.
Ele é simples, e por isso mais complicado de ser praticado porque simples é genuíno. Não pode ser maquiado por nenhuma espécie de altruísmo freudiano, ele tem de ser feito. Não pode ser muito pensado apesar de ter de ser racional, tem de ser integro, tem de SER, e não só PARECER.

Eu penso que a maior das ironias é Deus, em toda sua sabedoria, se fazer homem, e mostrar a olhos nus, que a possibilidade de salvar, curar, alimentar, pensar, enfim, ser o verbo, está nas mãos do ponto alto da sua criação, que é o homem, a quem ele entrega amor.
Isto, a minha pequena linha de pensamento diz que, se parecer com Deus é uma utopia, mas chegar perto de ser o homem que Deus foi, está plenamente dentro das nossas possibilidades.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

I'm Alive.

Evasivo.

Todo mundo quer falar do coração do poeta, mas ele mesmo não o quer. Ele quer falar dos vales de ossos secos, máscaras de ferro, do seres, do não seres, de qualquer questão.
Ele vê o vaga-lume, e quer falar sobre politica. Ele mira qualquer cão, e quer falar de companhia. Ele não vê, e quer falar sobre o que desafortunado não sente.

Ele só não quer falar do seu pobre, marginal, abusado, calculisata, erudito e pequenino coração.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um vale, buraco, morro.

De que me vale o ir ta tarde?
Se tudo o que sei é que não sei nada?
Se tudo o que sou não é bom?
Se todo o penar é egoísta?
Se mesmo amando tudo é pouco?
Se tudo o que vem após isso é noite?

Vale muito seu menino.
Vale todas as respostas.
Vale dar um pouco mais.
Vale dividir o ego.
Vale muito ser amado.
Vale ver amanhecer.

Nâo teria jeito melhor de explicar!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O beijo que antecede a morte.

Era uma noite tão umida.
Era um dia tão solitário.
E já era o fim da era.
E já era o meio do amor.

A morte não pode alcança-lo.
A sepultura não pode para-lo.
Nem a noite mal dormida.
Ou aquele dia tão solitário.

Agora, tudo já está mudado.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um mês de aulas.

Artéria.

O canto está sem música agora.
O canto está chorando baixinho.
O canto está indeciso senhora.
O canto está perdido.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Limotudo.

Eu tenho o limão. Mas o limoeiro não!

Não preciso dizer nada!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ferveu.

Se eu escolher o par errado, eu vou descalço.
Eu vou fazer um calço pra equilibrar, até que se concerte a mesa de jantar.
E vou fazer uma cruzada a alho e óleo, e uma pepsi pra encarar.

Aos vivos e afins...

Fecha essa matraca, sobe essa escada, é pura a palhaçada.
Se não há passado, não há futuro, e apesar do linear, tudo é orgulho.
O lado teu é meu, o lado meu é teu.
E nosso são todos os lados, dos mais fundos, aos mais rasos!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Vira homem rapaz.

Tudo o que sou eu está longe.

Nunca vou rimar o nobre com o pobre.
A disparidade é por demais, enorme.
Se este menino tivesse um coração.
Eu chamava de coração mole.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Me importa esta ânsia.

É aquilo de escreve e apaga.
É um dom velho, de um velho.
É um recalque, é um sacode.
Como alguém que vem.
E na dor acode.
E ele vem, e se contem.
Contém seu verbo como pode.