quarta-feira, 20 de junho de 2012

O sr. McDonalds tinha um fast-food. Ía ía ô.

Sentou-se o homem só. Sentou-se o homem que tinha avançado em idade. O homem que não era um idoso, mas o grisalho dos cabelos dizia que a juventude tinha partido com o negro dos cabelos. Sentou-se o homem só, tentou sorrir para os desconhecidos. Tentou fazer sorrir seus olhos tristes. Sentou-se o homem só. E ali, sentado, almoçou sua solidão.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sobre os puros e os impuros.

O homem olhava pela janela do ônibus aquelas gotinhas de uma grande chuva que, escorregando, formavam desenhos indescritíveis sobre aquela luz cinza esverdeada por causa da quantidade de nuvens. O homem ficava maravilhado com o cheiro da água e a própria água invadindo o coletivo de forma brutal, tão brutal quanto a bala que atravessava-lhe a cabeça enquanto ele pensava: Isso foi um ti...

sábado, 2 de junho de 2012

Periférica.

Seu nome
é ruído,
fluído,
expelido,
percebido,
desvalido,
perdido
entre outros tantos sinais.

Herdei seu nome
é ruído...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Realizar. (Das Realidades)

Sequestrador ou sequestrado.
Tom meio amarelado.
Ator meio sequelado.
Feito, embalsamado.

Velho acamado.
Organismo calcificado.
Político precipitado.
Núbio, homosexualisado.

Valor exorbitado.
Cunrinthia desclassificado.
Perdoo, perdurado.
Patrão empregado.

Sem virgula, desgovernado.
Ser descontextualizado.
Um escrever tão demorado.
Algo que escrevi errado.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tudo dito é tão pouco (os 7 anos de Júlia).

Tudo isso requer um pouco de sinceridade. Falar da distância e do tamanho da minha saudade. A vida que se move circulando, move hoje mais um ano. Na minha cabeça e no meu coração só o desejo de fazer deste dia pra ela melhor que o de ontem, mas na minha ação falta o lirismo do desejo.
Filha, quando você ler o que dedico a você, vai perceber que a felicidade não é nenhuma utopia. Vai perceber que a felicidade é a gente dançando sem música, fazendo bolinha de sabão ou simplesmente tomando nosso café da manhã.
Filha, a felicidade é a gente perto. Assino com todo meu amor por você este feliz aniversário.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Passos e paixão.

Pensamento como um gatilho.
Dispara: Um, dois...
Coração como um velho odre.
Bate: Um, dois...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Que vive nos burgos.

Que tal poesia vire grito, na boca de vocês.
Que este batuque vire samba, nas pernas de vocês.
A tal revolução de Che Guevara, sentido pra vocês.
E que estas palavras virem botons na roupa de vocês.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Urbano.

Feitos.
Fatos.
Rápidos.
Maus-tratos.

Seu.
Meu.
Solo.
Sapatos.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Num mundo tão alegre...

O negócio é popularizar.
O negócio é despolarizar.
O negócio é desorganizar.
O negócio é "saber amar".
Mas, ai ducê discriminar.

sábado, 17 de março de 2012

Acepção.

Nasci culpado.
Pelo copo
Pelo veneno.
Pelo piano.
Um piano quebrado.

quinta-feira, 8 de março de 2012

A mulher internacional...

A mulher em suas cores, caras, sabores.
Exibe seus valores, ardores, andares.
Citada pelos inventores, boêmios, cantores.
Amada pelos reis, sábios em cantares.

Coadjuvante, mãe do Cristo, altíva.
Protagonista, mãe do riso, obstinada.
Histórica, maltratada, incinerada.
Á vista de todos, mulher, amada.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Complacência...

E se a vida fosse flores á um alérgico?
Ou até fosse doces á um diabético?
Seria ironia? Insônia? Agonia?
Talvez fosse tudo, talvez fosse nada.
Mas indubitávelmente a vida: seria.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A Realeza (Realidade).

Uma beleza os sonhos dela nos meus.
O olhar dela como a fotografia diz:
Como é comum comer comida.
Como é comum viver a vida.
A subida, a descida da casa dela.
Suas ruas e suas vielas.
Tão suave ela!
E nos meus os sonhos dela.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

As Crônicas de Waldemar - Comigo não morreu!

Não vou apresentar Waldemar á vocês por pensar raro o ser que não o conhece, todos conhecem ou conheceram o pequeno Waldemar e sua visão de mundo, deste mesmo mundo, dividido pela magia - sim magia, poderes, espadas, damas, cavalos, espíritos e coisas que as pessoas duvidam ainda hoje - e pelo cinismo das pessoas. O que vou contar agora aconteceu num dia que para muitos parecia comum, mas não para Waldemar que sentia um cheiro estranho na manhã que o despertou com pequenos raios gelados do sol. Waldemar sabia bem que o sol era quente, e porque ele estaria gelado agora? Não era um grande mistério, era só mais uma pergunta na cabeça do pequeno que já havia passado por isso em outras ocasiões mais sombrias. Resolveu aproveitar o "sol gelado" da manhã e, não num pulo, mas num ânimo, levantou do velho e bom esconderijo e foi até o lado de fora, respirou fundo e o cheiro que o havia tirado da manhã quase o sufocou, não era fétido - ou fedido, como preferirem - era um cheiro suave, com se você cheirasse uma nuvem e ao passo que fosse maravilhosa a sensação, se afogaria e não perceberia o feito da nuvem danada! Ao perceber o seu "afogamento" Waldemar pulou para dentro da tenda novamente, procurou por todos da tribo, os anciãos e os irmãos dele, todos estavam deitados, quando Waldemar pensou "tudo bem, eles estão dormindo" viu o que se parecia com um rabo branco que acabava de invadir os pulmões do ancião pelo nariz, Waldemar quase em desespero, resolveu manter a calma e fazer o que tinha de ser feito, sugar a neblina das narinas do velho, e la foi ele, pra não enfiar a boca nas vias aéreas do velho - apesar de todo o respeito, Waldemar achava isso nojento - ele caçou algo como um canudo, e sem acordar ninguém, praticamente bebeu toda a neblina e o velho acordou, balbuciou alguma coisa como "toda vez que eu chego em casa a..." e voltou a dormir. Waldemar estava preso em casa, tinha que pensar bem em como poder sair e verificar de o Regis estava bem - resgis pra quem não sabe era reginaldo, seu avestruz companheiro de estimação - ele precisava saber, não tinha a intenção de deter aquilo por que pensava que logo a neblina cessaria, mas precisava saber se Regis estava bem. Pensou por 2 segundos, passou a mão no seu lenço preto com uma estampa de caveira amarrou na boca e nariz, prendeu a respiração e saiu tenda á fora, comessou a travessar a neblina de forma rápida mas sem correr pra economizar o oxigênio nos pulmões, e foi até onde Regis deveria estar, sim, deveria, pois não estava lá! Waldemar percebeu umas pegadas no chão, parecidas com a sua, e um lampião pequeno a aluns passos de onde Regis estava, jogado ao chão! Pensou que tudo aquilo aconteceu enquanto todos dormiam, pegou o lampião e resolveu acender o fogo dele com os fósforos que sempre carregava, e derepente aconteceu algo fantástico, mas que não surpreendeu Waldemar, o fogo fazia com que a neblina se afastasse, como uma redoma que protegia quem o segurava, então ele procurou em todos os lados da lamparininha um indício pra confirmar sua suspeita, e encontrou, na parte debaixo do pequeno lampião a inscrição feitas a faca "Royal" agora ele sabia quem era o dono daquela feitiçaria barata, predeu a respiração novamente, apagou o lampião, retirou um pouco do combustível e o ascendeu novamente, cheirou o líquido e percebeu que era um azeite especial, a base de vinho que o Ancião tinha na adega que recebeu após apaziguar uma batalha entre os Gordos e os Caldilhos antes de chegar nas terras atuais. pegou um bocado do azeite e fez uma duas fogueiras, uma atras e outra na porta da tenda, o que manteve os Anciãos e os irmãos protegidos. Ele pegou seu armamento e partiu em busca de Reginaldo, enquanto andava com o lampião, percebia que do lado leste a neblina era mais intensa "É lá que ele está!" acertou Waldemar e foi em direção ao foco da nuvem na terra. Waldemar chegou até os limites da terra onde vivia e quando chegou perto de um grande buraco com muita água percebeu que a neblina saia de lá, resolveu então jogar um pouco de azeite que tinha carregado em sua bolsa quando ouviu um "crec" vindo de um resto de fogueira que havia acabado de passar, e num susto foi acertado por uma pedra onde a Anciã chamava de "fonte", ou seja, na cabeça! Aquela pedra só fez sentido quando Wlademar viu a figura que o acertará, era ele, o Royal, um vizinho de terras que havia perdido os Jogos Virtuais para ele por três vezes:
- Eu quero só o que é meu Waldemar.
- E eu quero o Regis no meu estaleiro denovo, como você pegou.
- Você terá seu passarinho quando me devolver meus títulos e minha honra.
- Eu ganhei de forma justa, e você tentou me matar e matar os meus por causa daquela velharia?
- Eu não ia matar ninguém, aquilo só ia deixar vocês bêbados de dormindo...pra sempre.
- Enfim, te dou o que é meu por direito, e o Regis, onde está?
- Está descansando, agora passa pra cá estes títulos.
Waldemar, foi aos poucos recobrando a visão inteiramente, e o pensamento trabalhava a favor dele.
- Você sabe que a honra ainda será minha não é?
- Cala a boca, quando todos me virem com os títulos, niguém vai querer saber quem ganhou ou perdeu, só quem está com eles.
- Tudo bem. Está aqui - retirando seu casaco com as pedras e as gravaçãos e menções de todos os melhores jogadores das terras.
- Joga pra mim e anda!
- De jeito nenhum, o que você quer você pode ver, e o que eu quero, onde está?
Sem perceber o que Waldemar estava fazendo, Royal deixou de prestar a devida atenção a sua possa e sua neblina, que aos poucos foi se desfazendo e Waldemar já começava a reconhecer o lugar e também a ver Reginaldo a poucos metros dali.
- Você é mais burro do que eu pensava.
Waldemar jogou o casaco num tronco sobre a grande poça, e deu um dos maiores assovios de sua vida. Reginaldo entendeu o chamado, pulou pra fora do curral onde estava e foi ao socorro do amigo que saltou sobre ele enquanto Royal tentava buscar o casaco na água, todo mundo sabe que um avestruz corre muito mais que um ser humano, e pra desconsolo de Royal o avestruz tem uma bela performance dentro da água também, e o Regis se lançou na poça por cima de Royal, Waldemar quase se deitando em Regis alcançou seu casaco e saiu da água.
- Tsc tsc tsc. E você perdeu mais uma vez - Waldemar empunhou sua espada e quando ia desacordar Royal ouviu um grito da Anciã:
- Waaaaaaldemaaaaaaaar, o que você está fazendo na rua uma hora dessas?
- Mãe, o Royal roubou o Reginaldo de mim e eu vim buscá-lo!
- Mentira Dona Léo, eu só queria as minhas figurinhas - defendeu Royal.
- Larga este pedaço de pau agora se não eu vou usar ele em você seu sem vergonha! - gritou Dona Léo da varandinha de casa - e devolve já as figurinhas do menino.
- Mas eu ganhei mãe, elas são minhas! - disse Waldemar mordendo os dentes de raiva.
- Pega seu galo e vem logo tomar seu café e arrumar sua cama. E não discute.
Waldemar voltou, e não discutiu! Mas as figurinhas continuaram no bolso de seu pijama.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A música Dois anos.

Meu Bem, é sempre uma coisa por vez.
Nem sempre ao gosto do freguês.
Meu Bem, sempre nestes meus anzóis.
Pra falar de Deus ou pra falar de nós.

Meu Bem, as vezes sinto este pavor.
Deste tempo todo, certo dele ser amor.
Meu Bem, é harmonia, é basta, é abrigo.
Meu Bem, estive pensando...cê quer casar comigo?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Andares

Eu me quedo.
E essa queda é impressionar.
Mas não sou impressionista.
"Malemal" eu sei cantar.

Canto seu encanto.
Eu conto os teus contos.
Me farta tais sonhos.
Em prantos eu me prostro.

Não sou profeta.
Não sou poeta.
Talvez sal e luz.
Ou apenas o que resta.

Veja bem, diz o Senhor.
Minha imediates.
Invento conforto pros meus.
Invento descanso pro "cêis".

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cronologia de Aslam.

O "haveria" não haverá.
Só houve o que há.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Janelas..

Enquanto todos dormem eu faço promessas, reservadas ao refresco na alma que me deu. É como se houvesse calor – e de fato há um calor insuportável - e a figura da madeira esculpida á maldição trouxesse todo o sentido literal do sacrifício nos nervos dos meus olhos. Já neles a brisa suave da sua compaixão.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Contemplação.

Façamos dos correios um sarau.
No particular de cada letra.
Naquele "Ali" entre as linhas.
Com pertences perdidos.
Objetos e verbalizados.
Salvos, de nós mesmos.
Das memórias, palavras.
Da fala, meus dedos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A falta da filha.

Onde estão os bons dias que teus olhos me acordavam e os meus te faziam dormir?

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Merda.

Fizeram do dinheiro amor.
E fizeram este mais valioso que o próprio mundo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Pequena Iluminada.

Eu quase que morro.
De saudade.
De cansaço.
Venha cá.
Dê me teu abraço.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tudo.

A palavra de mil imagens.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dizia o bafo.

"Eita homem sério!" dizia aquela velha que devia ter metade do tamanho dele. Orgulhosa ela o carregava pela mão enquanto transitava por toda a família apresentando quem ele não conhecia. O homem que nunca se achou sério se ria por dentro ao ver que todos acreditavam na conversa fiada daquela mulher, se ria por dentro por que ele mesmo não acreditava na seriedade dele. Ele era um bom ator, e ela, era uma boa velha, ao menos ali era uma boa vó.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Doutor em sapataria.

Um homem sofisticado.
Um sofista.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Profeta.

Denuncia o mundo.
Denuncia a beleza.
Denuncia as letras.
Ou o próprio passado.
Denuncia seu trabalho.
Denuncia-se escravo.
Renuncia a outra hora.
Anuncia agora.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Senti.

Mal notára o mundo que morri.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Veranêio.

Eu não sei fazer samba e tão pouco sei sambar.
Mas se este sorriso não for samba, eu não sei o que é.
O que há? Pra ser tão riso este samba morena?
O que há? Pra me prender por dois verões aqui?

Se são só palavras que tenho, elas te dou.
E com todas as palavras do mundo dá pra escrever amor.
Um sol, dois sóis, em um planeta distante.
Anzol, anzóis são girassóis, pra falar de nós.

Jack eu estou tão feliz, parabéns.
Vamos aproveitar o dia.
Jack eu estou aqui tão feliz.
Vamos aproveitar seu dia.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Á República Federativa do Brasil.

Desonra-me.
Mata-me.
Prostitui-me.
Rouba-me.
Minta-me.
Traia-me.
Cobiça-me.
Enquanto beijo-te.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ignominia.

Há de se saber que o mundo é tão hostil quanto um pitbull faminto.

Com um tarado sem cinto armado e regado pelo ódio ao amor.

Assim, assado, ácido este fardo pesado.

Exigido como a morte aos que sentem.

Meu amor, eu sinto muito.

domingo, 13 de novembro de 2011

Atoa.

Sem tostões furados.
Eu e minha saudade que fica em outro estado.
Melhor não falar do meu amor.
Melhor mesmo ficar calado.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tolstói.

Era um camponês rico, de mãos grossas e olhar de felicidade tímida que transbordava fé. Era um rico camponês russo, me arrancava o sono com seus ruídos sobre anjos e demônios, sobre falácias de nervos humanos á beira do caos. Me atirava no seu mundo enquanto eu imaginava casacos grossos, roupas penduradas num varal ao vento congelante de uma tempestade de neve ou numa prisão com o pior odor de lama e lodo que já imaginei. Era um alcoólatra que sabiamente seguia o caminho de casa. Era eu quem congelava ao ver Ivan morrer. Era eu quem perecia ao poder da palavra.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Variante.

Não sabe o que esperar do céu.
Não sabe o que esperar da terra.

Não sabe o que esperar do amor.
Nem do clichê da guerra.

A vida é um jogo estupido.
E deste jogo, o que se espera?

Eu espero por que quero.
Espero por que não é regra.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

GRANADA.

Estilhaços e pedaços que deixam na boca um leve gosto de metal, o familiar metal que te lembra as navalhas de todas as vidas que viveu.
Se erro tudo, o erro é todo meu.

sábado, 8 de outubro de 2011

Afogo, afago.

Sem realização.
Desespero vendo o não.

Arco e flecha somos nós.
Disparados contra o chão.

Refletido nas castas.
Porção de categorias.

Carrego estas culpas.
Culpas que são só minhas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O menino que salvou a menina.

Era o sol.
Era a água.
Era uma paixão repentina.

Ela desajeitada caiu.
Ele ajeitado seguiu.
E tirou ela da pisicina.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

As Crônicas de Waldemar. [Fragmentos]

Quando eu era pequeno minha mente me traia.
Vagabunda mente que eu tinha.

domingo, 18 de setembro de 2011

De certas ações.

Como a rapidez dos anos.
Desagradável como o favo de mel.
Extravagante com um engano.
Finito como um pequeno anel.

Sincero como um bocejo.
Feito os raios de dois sóis.
Aproveitando o ensejo.
Sentir nós dois a sós.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Work, work, work.

Meu latido pra ganhar um osso.
Mero esboço do que valho: Eu.

sábado, 10 de setembro de 2011

Asno, pasmo.

Duramente me aponto perguntando: Onde está o meu vício? Levemente ele me responde: Está no seu ócio, no seu óbvio, no seu canto. Está na sua falta de pranto, mas nunca, nunca na sua falta de tempo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Euforisma.

Das liberdades: o infeliz mente. Hoje estou feliz.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CORRA!

Um homem cercado por estupides é como um homem enterrado vivo.
Ele se debate.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Bifurcação.

A luta sufoca e a desistência é por si só castigo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Em resposta, respondi.

O intelecto é um mecanismo que mesmo deixando de funcionar ainda funciona, como aviso.
O artista carrega a sua versão de angústia do mundo, arranca beleza disso pra que ele não desabe nú sobre ele mesmo.

Soufixo.

Fui lendo.
Fui lento.
Fui parte.
Fui arte.
Fui espera.
Fui janela.
Sou pecado.
Sou presente.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Onde é o lugar.

A falta de ar me mostra algo fora da ordem de um homem ordenado. Ela longe dele é algo muito errado. Ele quase morre, por não saber mais respirar e sem ela pra ensinar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

As 20pm.

Vez ou outra meu coração se põe cheio de alegria cinza. Hoje será assim.
Amanhã menos ou mais cinza.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A falta de respeito.

É como um buraco com o tamanho exato da ponta do pé feito á marreta para escalar num muro á altura do torax que te permite a visão do que há por dentro da particularidade.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O caminho do vento.

O ar trouxe a poeira.
Aquela de terra vermelha.
O ar adorava a bagunça.
Que faziam as folhas em dança.
A vida das folhas em um último ato.

A beleza daquilo é um drama.
É gente fugindo da bruma.
É janela batento á força.
Deixando a casa segura.
O ar em seu último canto.

A figura que sobe resiste.
A força que empurra pro alto.
Querendo voar mas existe.
A lei que o segura aqui em baixo.
O velho em seu último salto.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Inferno Astral.

Os olhos na rua buscam que tipo de mediocridade o velho carregava. O velho apenas se via assim, dando os ombros aos anos que passaram e pensando: orgânico.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mundado.

A necessidade das letras de outrem.
As necessidades da letra de mim.

Veja você.

O pensamento no dia de ontem.
As vezes amo um não, mas sempre amo um sim.

Vejo você.

sábado, 21 de maio de 2011

O Velho.

E ele que não vê diferença entre os vinte e cinco e os oito anos de idade, se percebe ele, que não vê diferença entre os vinte e cinco e os oito anos de idade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pra onde? Pra já.

Em meio a meus temores descubro o quanto amo.
Amo como o som do acordeon.
Amo como simples passeio do ar pelo diafragma e trazendo canto aos lábios.
Amo como a vontade de dançar um som desajeitado.
Amo como a força do azul.
Amo como? Amo assim, desafinado.
Amo como o álcool se com o amor comparado.
Em meio a meus temores descubro o quanto a amo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

(Áto)mo.

Somos todos pedras rolando o canto sobre a doença e o envelhecimento.
Assim somos eu.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A teoria do trigo.

Este vazio já é ponto de partida.
Não é o medo de morrer, é obsessão pelo que se diz vida.
Porque até aqui a morte é uma senhora desconhecida.
Para alguns uma megera, para outros ela é até bem vestida.
Rastejando por entre os tempos, carregando os homens á sua existência infinita.

Em homenagem a Juvenal Ramos "1945 á 2011".

terça-feira, 19 de abril de 2011

Em vão trabalha o construtor.

Um esforço estúpido emburrece o menino, faz frente violando sua intencionalidade de esclarecimento das coisas que ainda estão escuras. Tem vivido como se respirasse por um pequeno duto de palavras tortas que escorregam-lhe displicentemente da memória. Anda prostrado e nem mesmo sabe á que ou á quem. Aquém de si ele segue, pensando que deveria ser diferente.

sábado, 16 de abril de 2011

Um curto espaço de tempo.

Eu dano.
Tu danas.
Ele dana.
Nós danamos.
Vós danais.
Eles danam.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ela já viu o inferno.

E no meio da brincadeira ela se lembra de algo muito importante, e com os olhos arregalados e uma voz baixa e dramática diz enquanto eu e Meu Bem assistiamos passivamente: O diabo mora no banheiro das meninas! Eu nunca fui lá porque eu não sou um diabo, sou uma menina. Mas eu vi. Lá estava escrito – com um grande gestos de mãos - DIABO! E num repente completa seu salto inesperado sobre mim, feliz, contente, enquanto eu pensava: Ela sabe onde o diabo mora.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Um.

A dor que me causa o nada.
A dor que me nausea o cada.

Em signo fico.

A dor em peso ar.
A ar em pleno peso.

Vivemos por trocados.
Matamos por eles.

Em último caso.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Eugenia.

Bastar-me.
Bastar-se.
Bastar-te.
Bastar-do.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Engajado.

É tudo um.
É tudo dobrado.
É quase casa.
É quase casado.
É o salário.
É o assalariado.
É assim que vê.
Um casal assustado.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Já cke tem felicidade, Jack.

Já cke eu tenho uma visão, com a sua, duas então.
Já cke os cantos tem poeira, qualquer luz á faz dourada.

Já cke a foto é seu querer, o meu é escrever.
Já cke a vida não é justa, nesta folga cabém dois.

Já cke verso é todo escrito, verbo é o verso dito.
Já cke não vivo muitos anos, um de todos, é todo de um.

Já cke vício é além de mim, o que sinto é bem assim.
Já cke posso escolher, quero sombra e água fresca depois do trabalho.

Já cke...vai que.
Já cke seria ótimo acordarmos juntos, vamos dormir de tarde.

Já cke aproveito a data, pra fazer uma piada.
Já cke parabéns, somos plural. É paranós.

Já cke tenho mil caminhos, jamais morreremos sozinhos.
Já cke que conclusão é fim, vou deixar me reticênte...

Já cke hoje sou não sei, meu futuro é saberei...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A fuga.

Nada de cavalo branco.
Nosso romance é secular.
Sagrado é só o pranto preto de quem chora só.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Folh'em vento.

O pensamento vira sintoma.
Tal como a ponta agúda da faca atravessa o músculo, vê-la em águas nada tranquilas faz-me exigir que paguem ao erro de acreditar em palavras e cegar-se para uma faceta.
Que paguem! Por meu nome! Por seu choro!
Que recebam ausência.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O anúnciado.

Logo formado o formador de opinião.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Devo.

Do ar, fôlego.
Das mãos, obra.
Dos pés, caminho.
Da fé, amor.
Do pensamento, reflexo.
Da alma, vida.
Da vida, morte.
Da morte, eternidade.
Da eternidade, você.
De você.
Devoção.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Eu, um criado mudo.

Dono da fé que me acalanta.
Dono do nome que me espanta.

Dono. Mesmo. Assim.
Dono de mim.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A ponte de nós.

O alívio da gente.
O balcão da padaria.

O final do expediente.
O balcão da padaria.

Confessionário indecente.
No balcão da padaria.

Sem nada na mente.
O balcão da padaria.

Você na minha frente.
No balcão da padaria.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sobre tempo e dinheiro.

O que me resta é justamente o que me falta, injustamente.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Dança todo mundo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

o Dito, cujo.

Me cansa toda a alegoria do pós-moderna de ser diferente, vertiginoso, de ser caos.

É tudo cópia, é tudo circular. Século pós-traumático, miserável em que nem tudo deve ser explicado, e nada é desabafo.
Tudo é um desperdício, incluso eu e minha falta de tempo de dissertar sobre isso.

Me morro escravo, me morro adicto das cédulas, de crédito, me valho de horas, me visto do que acredito, mas nada digo, sendo assim, nada é dito.

Sim, por pouco eu não desisto.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A falta de um título melhor.

Sob os olhos dela adormeci por dias.
Um sono tão bom quanto os planos.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O Fruto Permitido.

Um vendedor de frutas de beira de estrada que sorria, falava, cantava e dançava. Ali ele era só isso, o que meus olhos diziam.
Era apenas isso “um vendedor feliz demais” oficial, do seu ofício: vender frutas aos apressados, cada um com sua pressa e ele, com um sorriso, com uma canção, com uma frase, com um movimento de pés que faziam tranças e levavam quase a queda. Um minuto a menos e seria julgado alcoólatra, promíscuo, marginal.
O minuto a mais é que surpreendeu meus pobres juízos, o filho daquele homem acabava de nascer, assim, simples, como nasce o sol, como nasce o ano, o vendedor feliz demais celebrava a vida, dele e de seu primogênito com um feliz ano novo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Findado.

Dos ventos que trazem coisas novas novas, meu pesar sobre coisas velhas.
À todas as coisas dadas ao fim.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cross The Line...




Existe uma linha que separa dois mundos. Em um típico cenário urbano, uma bela jovem se depara com uma situação inesperada na qual ela tem a escolha de poder mudar a realidade.

http://phanton.art.br/crosstheline

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Não me esqueci do e...

E assim todo céu tem seu inferno.

Todo brado pequeno, enquanto viver, permanece terno.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Rede.

O menino envelheceu.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vistoso.

E nas lacunas eu deixo as ideias.
As mãos que seguram, seguro.

A coragem do peito cora agora o rosto.
E no rosto, a coragem dos outros.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Assunto!

A nudez e a crueza da verdade.
Assim, o rei está nu.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Promissor.

A verdade é como um corpo em movimento, choca-se.

sábado, 13 de novembro de 2010

O fim da semana.

Das verdades ditas, um selo de seriedade.

sábado, 6 de novembro de 2010

Imoral [ponto]

Condicional [vírgula] irreverente [virgula] eu [ponto]

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Anzol.

Meu passos poucos.
Meus passos políticos.
Os meus sufocos.
Meus lixos.
Meus vícios.

Minha sorte maldita.
Mal vista.
Mal quista.
Sobreposta á tendência.
Ou mais um nome na lista.

Amada.
À maneira.
Quase alquimia.
Musicalidade.
Quase poesia.

A eles um suor barato.
A você um com zelo.
Empenho.
Confesso ando meio cansado.
Mas reconheço nobre o engenho.

Labutei no ferro e no fogo.
Só eu e meu caminho.
Hoje se mato, se morro.
Isso.
Não faço sozinho.

Não abandonei meu andar.
Disso sou feito réu.
Minha liberdade.
Anelo.
A todo vapor para o céu.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Істиною.

Віра, що зрушує гори.
Вірші, які переміщуються серця.
Вони всі відображення Бога.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O proposto magnetismo da epiderme.

Na tarde.
Na calçada.
Hoje descalça-me.

Sentada.
Parada.
Hoje descansa-me.

Proponho estar.
Aceita ficar.
Todo o contrário do mal.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Nato, mato.

O que penso falo.
É fato nascido em mim.
O ato, já pensado.
E se me calo.
Farei assim, calado.
Falando será confessado.
O verbo carnificado.
Será dono do meu pecado.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ver de perto.

Por acreditar no amor do outro meu amor se aqueceu.
Esqueci todo terror e verbalizei o amor que é meu.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Reguei a roxa flor!

Nosso pouco tempo visto a nossos olhos, é muito tempo visto a olhos nus.
Me rouba de você, te rouba de mim.
E todo dia, a todo minuto, com todo esse furto, pobre tempo sem saber, vai juntando nosso futuro.

domingo, 3 de outubro de 2010

Sobre as vãs filosofias.

Um monte de palavras e eu no meio.
De saco cheio.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Congênito.

Vou mudar de couro, tal qual um homem muda de roupa.
Vou mudar meu fim, tal qual um homem muda de rua.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Expedi permissão.

Sobre meus passos e certezas.
Minhas veias cômicas e serenas.
Meus sapatos velhos e sujos.
Minhas mãos e palavras.
Minhas escolhas, as certas e erradas.
Meus cantos do quartos.
A tudo isso, brindo.
E dedico meus verbos versados.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Credulidade. [Subversivo].

A nossa intenção não é ser algum tipo de souvenir de uma geração ou época. A nossa intensão - se é que eu posso chamar nossa vontade ou falta dela assim - é tornar publica a pobreza instalada ou instituída por um pensamento linear e nada didático de favoritismo e extremidade.

A nossa arte, voz, coro e linha, não é, e nunca será plataforma de pretos, brancos, verdes ou vermelhos. Será sim promotora de pensamento e reflexão.
Qualquer afirmação de posição lateral será feita e defendida pelo indivíduo em sua particularidade.

Nós, em contra partida, favorecemos o bem comum. Não subestimaremos nossos sonhos, pois sim, sonhamos.

#naosejarelevante.

Como não ser relevante:

1 - Faça-se de entendido de politica;
2 - Faça-se de partidario;
3 - Ataque a integridade de qualquer candidato sempre que puder;
4 - Identifique uma maioria ou potência e parta a cara dela;
5 - Faça "bem comum" se tornar "meu próprio benefício"
6 - Certifique-se que tudo isso é verdade, se não for, convença-se de que é;
7 - Perca tempo analisando os ganhos que você terá na ausência de todos os seus candidatos nos próximos anos;
8 - Use seu poder de influência e manipule o maior numero de pessoas que puder.
9 - Subestime o povo da sua própria nação, denominação e partido.
10 - Sempre use dinheiro.

Ainda aceito idéias.

domingo, 26 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Uma melodia.

Eu quero um bolero.
Um tango.
Um samba.
Qualquer dança.
Que seja você meu par.
Que seja Deus nosso dançar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A viva, o barro.

Eu nunca me dediquei à regras.
Sempre me encontrei no sopro que nasci.
Sempre fui fiel a minha humanidade.
Por tentar ser certo só errei, este foi o erro que cometi.

Sê certo, por obséquio, sê certo em mim.

sábado, 4 de setembro de 2010

Eu quero morar com você pra sempre.

Ela sabe a falta que faz.
Ela já não quer mais ser falta.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Minhas desculpas.

Um dia, um girassol...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

As verdades de meias.

Ele acordou correndo e se vai dormir deitado.

Teu ofício faz sorrir, teu ócio é ser solicitado.

Tem por pressa ser um homem, um pobre homem cansado.

domingo, 29 de agosto de 2010

Veniências.

As vezes o espelho.
As vezes você.

Sempre os olhos.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Amando el Brasil en espanõl...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Fração.

Vem a razão, e meus ouvidos procuram sua voz pra ouvir.
Vem a manhã, e meus sentidos procuram teu perfume pra compor meu dia.

Somos um par de velhos cansados, usando os próprios termos.
Somos um par de palavras usadas, sem desespero algum pra ser feliz.

Somos nossas próprias escolhas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

[Fragmentos de] Mim. Digo-lhes.

Uma figura cansada, com rugas por toda a face, se levanta segurando suas sacolas fazendo uma poça de sabe-se lá o que no chão.

Caminha cansado por aquelas calçadas com o frio lhe cortando as rugas. Determinado a caminhar até a marquise mais próxima para descansar, não do frio ou do trabalho pois o álcool fará isso por ele, mas sim dos olhares de todo um dia, de toda uma vida, de todos que são nós.

Seus passos nada firmes, mas certeiros são tirados do caminho seguido, e pela sua fé levado a ver a imagem de sua padroeira numa caixa de vidro protegida do frio, das mãos e ameaças dos viventes de fora da redoma.

Ele suspira parado, numa oração silenciosa, como se desejasse uma casa assim, como a dela, com flores, luzes e respeito. Talvez ele nem acredite nela, mas nada, nem o frio ou a fome arranca-lhe a fé e a querência de sua dignidade.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Lenço, a Dama e eu um Escritor vagabundo.

Será que a dama deixou o lenço cair por propósito?

Será que ela queria que meus olhos ficassem aflitos a beira da estrada olhando todo e qualquer veículo que parava esperando ela saltar pra vê-la?

Será que ela queria me roubar os pensamentos de toda uma noite?

Será que ela, com um poder desconhecido - mas belo - quis me preservar pra si?

Será que ela gostaria de ter ficado junto ao lenço e se protegido do frio?

Será que ela própria teria por vontade, me esperado e me acalmado a madrugada com o próprio perfume?

Pensando bem, acho que ela só esqueceu o lenço...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Prime Time.



Excelente crítica e material de pesquisa.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

oBrasileiro.

Eu não quero ser inglês.
Só preciso de mais prática!

Eu não quero ser bandido.
Só não quero ser roubado!

Eu não quero ser lembrado.
Só não quero ser esquecido!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Folga.

Pensei naquela fome.
Que arrudia o braço.
Que não pede espaço.
Que é de grama e não de mato.
Que desenha em nós.
Amor.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O outro final.

Deixe-me a paz
e eu seguirei a estrada
de mãos dadas ou atadas
á minha fé.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Carranca.

As formas repousam na tinta.
Que repousam no quadro.
Que repousa na parede.
Que repousa no chão.
Que repousa toda a gente.
Que repousa todos nós.